Racionamento de água afeta pelo menos 50 mil pessoas no Sertão Central

Os moradores de Quixeramobim e Boa Viagem, no Sertão Central, voltaram a enfrentar escassez de água. Apesar dos esforços do Serviços Autônomos de Água e Esgoto (Saae), a alternativa encontrada foi implantar o racionamento.

Em Quixeramobim 35 mil moradores consomem água tratada e fornecida pelo Saae. O rodízio é feito nos cinco bairros da cidade. A água só chega às torneiras de quatro em quatro dias. Os açudes locais secaram, e a alternativa foi trazer água do açude Pedras Brancas, em Banabuiú (que também abastece a sede urbana de Quixadá), por meio de uma Adutora de Montagem Rápida, distante 60 km, mas a água transferida não atende à demanda de Quixeramobim e de Quixadá.

No município de Boa Viagem, pelo menos 15 mil famílias sofrem, há seis anos, com a escassez de água no sistema local de abastecimento. O quadro é considerado um dos mais graves. O açude Vieirão permanece seco. O Governo implantou uma adutora emergencial a partir do açude Umari, em Madalena, a 40km. “A gente gasta R$ 32 para encher a caixa-d’água. Antes do açude Vieirão secar de vez, há cinco anos, a conta era menos da metade. A gente esperava que quando a adutora do Umari começasse a funcionar, em dezembro do ano passado, esse problema acabasse, mas o que está acabando mesmo é o dinheiro da aposentadoria”, reclama a moradora Mazinha Soares Torres, 66 anos.

 

Com informações Diário Sertão Central, (Alex Pimentel)

FOTO: Di Carvalho /CORREIO NEWS